15.11.04 - 1:58 a. m.
love kills
novo layout, as you can see. feinho, estou sem idéias, mas só pra mudar mesmo. miss kittin e tal.
minha maravilhosa vida até aí era patética, chata, sem sentido. mas é claro que a achava O máximo. aula, amigos, filmes, livros, baladinhas e faxinas eram as coisas que fazia antes de conhecê-lo. era auto-suficiente, achava que meu ego me alimentava e fim, não precisava de nada, ninguém. mas era feliz, ou achava ser. ignorância é a palavra. conversávamos por internet e nos víamos algumas poucas vezes pessoalmente, vezes que sempre sentia algo inexplicável, uma energia muito forte, talvez. o tempo foi passando e falar com ele era um vício, não pensava em mais nada além da próxima vez que iríamos nos ver ou mesmo quando iria chegar em casa e ligar o computador. mas não, ele estava apaixonado por outra pessoa. sempre falava coisas e postava desenhos e letras nessas coisinhas de internet. me irritava profundamente, mas não sabia o porquê. o porquê era simples: o ego não me alimentava mais, ele me alimentava.
mais shows, a banda dele tocando. e eu olhando pra ele. só olhando, sem parar. não sabia o que estava tocando. olhar pra ele era tão mais interessante. as pessoas ao meu redor diziam que estava apaixonada, mas ah, nada a ver, só acho bonitinho o jeito que ele toca. conversas maiores e melhores, que me deixavam muito bem, extremamente feliz, bobinha. em uma conversa, ele disse que gostava de mim. como assim, de mim? nunca pensei dessa maneira, ele, eu? preciso de um momento pra refletir. refletir? eu gosto muito dele, na verdade sempre foi a pessoa especial desde a primeira vez que nos falamos. não sei até hoje o porquê, acho que é o jeito maravilhoso dele, o modo como encara a vida. admiro, muito. não tem medo de ser feliz, de mudar, fazer o que quer, falar o que sente e pensa. o resto? é resto. fora o sorriso. ah, o sorriso.
depois de 5 anos com câncer, minha mãe morre. ela já estava internada no hospital com no máximo 1 mês de vida quando meu pai resolveu dizer que ela estava doente há anos e estava para morrer. não sabia de nada, a família não sabia de nada. choque. meus amigos, família e meu próprio pai me ajudaram. mas a ajuda dele foi a mais especial e fundamental. ele me dava um apoio necessário, o melhor no momento. passei até bem por toda essa fase.
nos encontrávamos quase sempre, não como deveríamos, mas o suficiente pra encher o saco de todas as pessoas ao meu redor falando repetitivamente sobre o quanto ele era foda, o quanto eu o amava e o quanto queria ele pra sempre pra mim. meu orgulho às vezes atrapalhava as coisas, meu jeito fechado de ser também, mas por enquanto nada que atrapalhasse. nossas discussões não duravam, ele vinha pra cá e tudo ficava bem. quando nos víamos tudo era lindo, perfeito mesmo. não acreditava. chegava em casa feliz, satisfeita, nada me faltava. só mais. estranho, borboletas no estômago mesmo. de ficar bobinha, idiota, apaixonada, irritante. antes de dormir pensava nele, nos nossos dias juntos, em como o amava...dormia no meio disso, às vezes até sonhava com ele.
aconteceram muitos problemas, muitas coisas depois disso. ele errou, eu errei mais ainda. minha inconstância estragou tudo em um momento em que as coisas poderiam ter se arranjado. pensei em falar com ele depois, mas não, melhor não. o tempo foi passando, distãncias, momentos mais próximos, conversas, indiferenças...
acabo de saber que ele acha que eu tenho vergonha dele. vergonha dele? eu poderia espalhar para o mundo que o amo, que o quero ao meu lado, que queria fazer dele a pessoa mais feliz desse mundo. 'minhas atitudes' que ele vê não estão correspondendo às coisas que sinto e penso de verdade. pode ser, nunca fui de demosntrar direito o que penso e sinto mesmo. mas o que sei é que odeio meu pai me ver beijando alguém (principalmente quando nem sabe da existência desse alguém) e a irmã da minha amiga é a pessoa mais chata do mundo. é o meu jeito, sou fechada. mas acho que ele não entendeu. ou não concorda. é, acha que tenho vergonha dele.
bom, acho que não consigo fazer a pessoa que amo feliz. acho que tenho uma capacidade que nunca se viu para foder com tudo. e isso é a coisa mais triste do mundo.
queria poder voltar ao passado, onde tudo era maravilhoso e ter mudado tudo. mudado tudo no sentido de ter sido mais presente, ter aproveitado mais, cada milésimo de segundo. não que não tenha aproveitado, mas precisava de tudo aquilo de volta. o sorriso, olhares, toques, tudo.
o que me sobra agora é falar pra ele o quanto o amo e que não tenho vergonha, que tudo não passou de um mal entendido. as coisas não podem acabar assim. corri e corro tanto atrás disso. aliás, ele correu, corremos. não podem, ele precisa pelo menos saber da verdade.
queria ligar pra ele e dizer tudo isso agora, mas por algum motivo não consigo. é, precisávamos ter uma comunicação melhor também.
ignorância é uma benção mesmo. agora que sei o que é felicidade voltei para minha 'maravilhosa' vida, que agora é o-fim do mundo, sem sentido. sem...nada.
é, esse texto é muito sentimental e bobo. sou assim em relação à ele.
.escrevi esse texto dia 18 de setembro, pra mim mesma, em um momento péssimo. agora resolvi postá-lo porque é muito significativo e porque quando estou com muito sono faço coisas inconseqüentes. foram sempre nessas horas de sono que postei coisas que causaram discussões sérias entre eu e meus amigos (ou não), mas é o meu blog e tô a fim, se me sentir mal amanhã deleto.
estou razoavelmente bem em relação à isso, apesar de tudo. ter amigos fodas é essencial nessas horas and I DO HAVE, então está tudo bem. já conversei muito com todos e estou ciente do que é melhor agora pra mim, mesmo. é foda, mas já está claro o que está rolando das duas partes e tenho que fazer o que tenho que fazer, pro meu bem.
fora isso, hoje foi divertido.
lizzy - ben kweller