michelle. 23 anos. filósofa na academia. vagabunda no mundo.


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19.12.11 - 8:58 p. m.


Os outros querem existir


Aquela ideia de que relacionamentos verdadeiros são para sempre não funciona no meu mundo. Já tive amigos e amores maravilhosos, mas a contingência e nossas próprias configurações em momentos específicos simplesmente nos apartaram. Tudo muda, as coisas fluem. Desse modo, temos que nos atualizar. O problema ocorre quando as pessoas se recusam a fazer atualizações na crença de um conhecimento absoluto, de uma relação em que se "atura" elementos essenciais e imutáveis. "Somos x e y, portanto devemos aprender a conviver a partir de nossas identidades". Não há atualizações, mas aturações do mesmo. A pior ocorrência em um antigo relacionamento é achar que você já conhece todos os envolvidos e suas possibilidades - incluindo você mesmo. Com essa leitura, nada será novo mesmo. Traduzimos o novo pelo velho, como se soubéssemos o que alguém é em suas extensões e limites. As coisas passam a "funcionar" a partir de uma mecanicidade óbvia e previsível.

Não dá. Isso é pura filiação, familismo, determinismo. Não há alianças bonitas que se atualizem diante de um outro totalmente diferente. Há mesmices, vícios tediosos, rotinas, bocejos. Há uma prisão que só pode ser destruída quando nos abrirmos para o outro do mesmo. Ainda acredito que a chave pode ser aquela velha fórmula das alteridades.





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